sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cordelista mundauense divulga obra na VI Bienal do Livro em Maceió

Cícero Manoel atualmente estuda Letras na Uneal

Cordelista sonha em editar um livro com seus 'causos'


O cordelista Cícero Manoel, de 23 anos, natural de Garanhuns, integra o grupo de artistas que participam da VI Bienal Internacional do Livro de Alagoas, realizada no Centro Cultural e de Convenções Ruth Cardoso, localizado no bairro de Jaraguá. Seus 'causos' nordestinos estão sempre na ponta da língua, acompanhando estrofes e versos ritmados. Os livretos de cordel estão expostos no stand da Secretaria de Cultura de Alagoas (Secult).

A literatura de cordel, conhecida assim por ser originalmente vendida pendurada em cordões nos comércios do interior, é uma das formas mais autêntico da poesia popular em todo o Nordeste. É também considerada por muitos um dos mais simples canais de acesso à informação. Em Alagoas, essa tradição de criar e rimar estrofes ainda é mantida por cordelistas dedicados à essa arte.

O jovem Cícero adentrou no universo literário por incentivo de seus professores, com apenas 10 anos começou a escrever seus primeiros poemas. O cordel só lhe for apresentado aos 16 anos e desde então ele não parou de escrever. 

"Minha paixão pela rima foi imediata: já em minha infância confeccionava cordel sem mesmo entender o que significava. Ao atingir minha adolescência, descobri no colégio o que realmente criava, a partir deste momento percebi que esse era o meu dom", afirmou Cícero Manoel.

Além das habilidades com as letras, o rapaz também mostra afinidade com as artes visuais e isso é revelado na capa de sua obra, onde a ilustração é um desenho seu. As ilustrações retratam paisagens e figuras de sua terra natal. Segundo artista, sua inspiração visita os diálogos do cotidiano, crenças nordestinas e ficção. Suas publicações já somam cerca de 30 folhetos em sete anos de dedicação. Seu cordel mais famoso é “Mulher que capou o Marido". 

Filho de pai analfabeto, Cícero Manoel, que atualmente estuda Letras na Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), relata que seus familiares não compreende bem a importância de seu trabalho. 

Por: Gazetaweb / Bárbara Guimarães
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