sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Rosina Rodrigues: incentivadora da cultura mundauense

"Uma cidade sem cultura não tem reconhecimento" Rosina Rodrigues

Rosina Rodrigues contribuiu muito para com a cultura mundauense
O portal Mundaú Notícias foi em busca de informações sobre a cultura mundauense nos anos 70, 80 e 90. A entrevistada foi Rosina Rodrigues, que foi professora durante 30 anos e sempre realizava danças folclóricas com seus alunos em Santana do Mundaú. Confira a entrevista e logo após, a biografia da entrevistada.

ENTREVISTA

MUNDAÚ NOTÍCIAS: Porque escolheu ser professora?
ROSINA RODRIGUES: “Escolhi ser professora porque gostava e admirava a profissão”.

M.N.: O que era preciso para ser professora?
R.R.: “Para ser professora naquela época bastava ter apenas o Primário (atual Ensino Fundamental), mas quem já estava na 3ª série já começava a ensinar. Quando comecei, já tinha terminado o Ginásio (atual Ensino Médio)”.

M.N.: Quem eram as outras professoras nessa época?
R.R.: “Eram as irmãs Vera e Verandi (netas de dona Filícia), Cícera ‘do Cartório’, Lúcia Lourenço, entre outras”.

M.N.: Quem era as coordenadoras das escolas?
R.R.: “A coordenadora era de União dos Palmares e fazia visita apenas uma vez por semana. A diretora era a esposa de seu Vandinho, depois foi Lourdes (esposa de João Mendonça) e dona Mariza (Irmã de ‘Bileu’)”.

M.N.:Quais as danças folclóricas que eram realizadas?
R.R.: “Pastoril, Guerreiro e outras danças. Quem realizava era senhor José Vicente, logo após sua morte, continuei realizando essas danças folclóricas”.

M.N.: Em quais datas eram realizadas as danças?
R.R.: “Era sempre em época de festas juninas, festa da padroeira e datas comemorativas escolares. Também eram apresentadas as danças nas visitas da coordenadora à escola”.

M.N: Qual era o comportamento de seu marido com relação à cultura do município?
R.R.: “Ele era muito dinâmico e contribuiu bastante com a cultura daqui. Foi ele juntamente com Adeílda e Maria das Graças que criaram a Bandeira e o Hino de Santana do Mundaú”.

M.N.: Qual a diferença da cultura de antigamente para a de hoje aqui na cidade? O que mudou?
R.R.: “Ahhhh... tem grande diferença! Naquela época a gente se sentia muito alegre. Era muito movimento com danças, uma coisa linda! A convivência antigamente em Santana do Mundaú era muito boa, as pessoas que moravam aqui era só uma família, todo mundo era amigo, se uniam para realizar as danças e festas. Hoje são os jovens que não querem, não dá pra se trabalhar como antigamente, pois se formar alguma dança eles desistem e quando um grupo quer realizar algumas danças folclóricas, outros além de não participarem ainda criticam”.

M.N.: Qual a importância da cultura para uma cidade?
R.R.: “A cultura é muito valiosa, uma cidade sem cultura não tem reconhecimento, não é bem conhecida lá fora. A cidade é conhecida pelo seu folclore e se não tiver, é esquecida, por isso a cultura deve ser valorizada”.

M.N.: O que deve ser feito para a cultura de Santana do Mundaú melhorar?
R.R.: “É ter folcloristas na cidade para resgatar as coisas passadas, para não deixar morrer coisas tão lindas que se passaram”.

M.N.: O que Santana do Mundaú representa para você?
R.R.: “Santana do Mundaú é tudo pra mim. Foi onde fui bem recebida, assim que eu e meu marido chegamos conseguimos emprego e graças a Deus vivemos muito bem em Santana do Mundaú, por isso sempre venho visitá-la”.

M.N.: Qual a mensagem que você deixa para os jovens mundauenses?
R.R.: “Nem sei qual a mensagem que deixo, pois os jovens de hoje em dia estão muito diferente, eles não têm o amor que a gente tinha por Santana do Mundaú naquela época.  É uma agressividade, uma falta de coleguismos e de amor nos jovens. Não são todos, mas se você perguntar porque eles estão estudando, eles respondem que é para não está em casa, mas não pensam no futuro. Queria muito que eles voltassem ao passado, perguntando as pessoas que já viveram aqui quando eram novos, para saberem como eram as coisas. A mensagem que deixo é que os jovens mundauenses continuem com amor e carinho à Santana do Mundaú, pois ela é uma cidade maravilhosa e tudo depende deles”. 

BIOGRAFIA DE ROSINA RODRIGUES DA SILVA

Nascida em 27 de Julho do ano de 1941, na cidade de Chã Preta, Rosina Rodrigues da Silva, é um dos 7 filhos de Leôncio Vieira da Silva e de Maria Martins da Silva, católicos e também naturais de Chã Preta. Rosina começou estudar na Escola Estadual Pedro Teixeira, em sua cidade natal.

Casou-se com Edvaldo Alves Rodrigues com quem teve 6 filhos. Após o casamento, o casal veio morar em Santana do Mundaú, por volta do ano de 1961. Ao chegar ao município, continuou estudando na cidade de União dos Palmares.

Querendo ser professora, em 1970, com 30 anos de idade, começou a ensinar na Escola Municipal Monsenhor Clóvis e em 1983 também na Escola Estadual Manoel de Matos. Durante 30 anos, exercendo a profissão de professora, contribuiu muito para com a cultura da cidade de Santana do Mundaú, realizando sempre danças folclóricas com seus alunos.

Atualmente, mora na capital alagoana, Maceió, mas sempre faz visitas à cidade a qual prestou um trabalho cultural por muito tempo.

FOTOS DE EVENTOS REALIZADOS NOS ANOS 70, 80 E 90:
Confira mais fotos antigas de Santana do Mundaú
*Clique nas imagens para  visualizar em  tamanho maior




















*Fotos pertencente ao acervo fotográfico de Rosina Rodrigues

Por: Thiago Aquino / Mundaú Notícias
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Um comentário:

  1. Alegro-me por ver que nem tudo está esquecido. Matéria como essa que reconhece a Professora Rosina como um legado da história da Educação em Santana do Mundaú,faz-nos acreditar na juventude que revela ainda, zelo pelas pessoas que contribuíram para o desenvolvimento de Santana do Mundaú. Parabéns a vocês Thiago Aquino e Thiago Alvino!

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