sábado, 18 de junho de 2011

Estado ainda precisa de mais R$ 125 milhões para reconstrução

Em Santana do Mundaú a reconstrução das moradias está apenas no início.


O vice-governador José Thomaz Nonô, acompanhado de vários secretários, fez um balanço sobre as obras da reconstrução no Estado. Um ano depois das enchentes que arrasaram cidades e deixaram milhares de desabrigados, Alagoas precisa de mais de R$ 125 milhões do governo federal para investir em várias obras.

Durante a entrevista coletiva no Palácio República dos Palmares, Nonô explicou as dificuldades enfrentadas pelo governo estadual para reconstruir casas, estradas e prédios públicos destruídos pelas águas dos rios Mundaú e Paraíba. "A construção por parte da administração é muito complicada, já que é preciso licitação e que toda documentação esteja regular. Para se ter uma ideia, há prédios que não tem escritura, o que dificulta a liberação de recursos federais", explicou Nonô.

Mesmo com as dificuldades, segundo ele, Alagoas já conseguiu entregar uma escola na cidade de Rio Largo e tem outras duas em fase de conclusão, também no município. Ao todo, foram 27 escolas destruídas pelas enchentes. "A construção dos postos de saúde também esbarram na burocracia, mas 18 já foram licitados e falta apenas a ordem de serviço", ressaltou o vice-governador.

Quanto à construção de 17,6 mil casas em 19 cidades atingidas pelas cheias dos rios, Nonô explicou que o município mais adiantado é Rio Largo, onde as obras estão em fase final. No entanto, em Santana do Mundaú, devido ao terreno acidentado, a reconstrução das moradias está apenas no início.

O secretário de Infraestrutura, Marco Fireman, explicou que "mais de dez empreendimentos já possuem 50 a 70% da obra executada, com previsão de entrega até dezembro de 2011", informou, acrescentando que 5.451 quilômetros de estradas vicinais e 8 mil metros quadrados de vias urbanas também já foram concluídos.

Recursos

José Thomaz Nonô aproveitou a coletiva para fazer também uma prestação de contas do montante de recursos já recebidos por Alagoas para a reconstrução das cidades atingidas pelas chuvas. Segundo o vice-governador, foram R$ 300 milhões para infraestrutura, R$ 75 milhões para Defesa Civil, R$ 29 milhões para Saúde, R$ 122 milhões para Educação, além de R$ 713 milhões para a construção das casas.

"Já pedimos ao governo federal mais R$ 90 milhões para prédios públicos e R$ 35 milhões para obras de construção de acessos. Também já tivemos a autorização para empenho de R$ 8 milhões que serão investidos na elaboração de projetos de prevenção. Serão construídas barragens nos rios Mundaú e Paraíba. Obras semelhantes devem ser realizadas em Pernambuco e na Paraíba", explicou Nonô.

Por: Cada Minuto
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Um comentário:

  1. Thales Pantaleãosábado, 18 junho, 2011

    Quando não se quer trabalhar não há dinheiro no mundo que der jeito, cadê as casas de Mundaú que até agora não saíram do papel ou do imaginário dos políticos e ainda querem mais dinheiro, é muita incompetência na gestão do dinheiro público. Imaginem se não tivesse decretado Estado de Calamidade Pública e facilitado a contratação das empresas sem uma prévia licitação, nunca iriam terminar de construir as casas, usando como justificativa a burocracia.

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