quinta-feira, 7 de abril de 2011

Quaresma: tempo de oração

Neste dias, quarenta dias, em espírito de fé, sob a guia da Santa Mãe Igreja, estamos celebrando a quaresma. Quarenta dias de graça, pois somos convidados à conversão (Mc 1,15), a fazer jejum (Mt 4,2; 6,16-18) e a praticar com mais intensidade a esmola (Mt 6,1-4).


A Igreja, de Cristo, nos incentiva a realizar pequenos exercícios para o nosso crescimento espiritual. Dentre eles, apegar-se mais à leitura da Sagrada Escritura; dominar as paixões e os vícios; controlar os impulsos, os maus impulsos; a fazer penitência e singulares sacrifícios.

Todavia, neste período santo, devemos tomar consciência que devemos rezar. Rezar é aproximar-se de Deus. Rezar é elevar-se até o Senhor de nossa vida e história. Rezar é estabelecer comunhão, comunicação com Aquele que se derramou de amor por nós.

Ao rezarmos nos encontramos com o Eterno Amor. Ao rezarmos vamos ao encontro de Deus. Porém, Ele, Deus, vem ao nosso encontro por primeiro. Quando rezamos Deus faz questão de estar  conosco. Que coisa bela. Deus quis sempre vir ao nosso encontro e escolheu um meio, um modo tão eficaz: a oração.

Assim, se alguém quer falar com Deus, reze. Se alguém está mergulhado profundamente em problemas, reze. Se alguém está sozinho, sem sentido para a vida, reze. Se alguém perdeu as tantas esperanças, reze mais ainda, pois Deus, somente Ele, é a nossa única esperança.      

Rezar ou orar é aproximar-se do Senhor. Por isso, rezar é também sinal de abandono. Quando elevamos o nosso coração a Deus, de verdade, nos abandonamos n'Ele. Abandonar é entregar-se plena e totalmente, é mergulhar com profundidade. É jogar-se nos braços do Pai.

Jesus, o Filho bendito de Deus, é o nosso modelo de oração por excelência. Ele nos ensina a rezar (Mt 6,5-6). Jesus era homem totalmente de oração. Que bom saber que Jesus rezava. E na oração entrava em comunhão com o Pai, seu Pai, o Abbá, o paizinho.

Desse modo, vamos encontrar, em diversas vezes e por muitos motivos, Jesus rezando, subindo ao monte para rezar; descendo do monte, de um lugar reservado, pois já havia rezado, se encontrado com o Pai. Quando rezava, Jesus era confortado por Deus, pelo Pai.

Assim acontece conosco. Quando dobramos a nossa vida diante de Deus, por meio da oração, somos colocados nos braços do Pai, acariciados por Ele, fortificados n'Ele. Quando rezamos mesmo, Deus faz revigorar as nossas forças, nos enchendo d'Ele, unicamente d'Ele mesmo.

Logo, neste tempo de bênçãos rezemos intensamente, rezemos sem cessar, rezemos sempre para que a nossa vida esteja presente, presente na vida d'Ele.

Depois de tudo isto, somente podemos rezar com a Igreja (Quarta-feira da 11ª Semana do Tempo Comum): “Ó Deus, força daqueles que esperam em vós, sede favorável ao nosso apelo, e como nada podemos em nossa fraqueza, dai-nos sempre o socorro da vossa graça, para que possamos querer e agir conforme vossa vontade, seguindo os vossos mandamentos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

Por: Padre Valmir Galdino

            
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