terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Presidência da República vai investigar destruição de donativos em incêndio

Também serão apurados os motivos de haver estoque de material após tanto tempo e o porquê da não-distribuição.

Todas os produtos destinados aos desabrigados das últimas enchentes em Alagoas foram destruídos
A Presidência da República, por meio do Ministério das Relações Institucionais, anunciou, na manhã desta terça-feira (28), que vai acompanhar as causas do incêndio nos dois galpões no bairro do Jaraguá em Maceió, que destruiu toneladas de donativos, os quais seriam doados para os desabrigados das enchentes ocorridas no mês de junho, em Alagoas. Também serão apurados os motivos de haver estoque de material após tanto tempo e o porquê da não-distribuição.

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Alagoas, Joaquim Brito, comunicou o fato em Brasília. Brito afirmou que lamenta a destruição, uma vez que milhares de famílias, em todo o Estado, receberiam assistência diante da tragédia.

O Ministério das Relações Institucionais afirmou que há interesse da Presidência em apurar supostas irregularidades na estocagem dos donativos.

 
No mês de julho, três oficiais do Corpo de Bombeiros (CB) tiveram o mandado de prisão decretado pela Justiça. O coronel Josivaldo Feliciano de Almeida, o capitão Renivaldo de Lima Barbosa e o tenente Ederaldo dos Santos Gomes foram acusados de furtar donativos destinados aos desabrigados das enchentes. O soldado Dória também teve o mandado de prisão decretado, porém, foi solto por ser considerado inocente da acusação.

Apuração

O procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPE), Eduardo Tavares Mendes, designou o promotor Flávio Gomes da Costa para investigar por que os donativos encontravam-se estocados em dois galpões, em Jaraguá.

Eduardo Tavares estranhou o fato de ainda haver donativos estocados seis meses depois da tragédia que atingiu 26 municípios e deixou milhares de famílias desabrigadas.

Processos

Flávio Gomes afirmou que priorizará as causas criminais do incêndio e, após o recesso do MP, abrirá procedimento administrativo para averiguar se houve atraso no remanejamento das doações. O promotor afirmou, ainda, que vai requisitar inquérito policial civil, o qual deve ser comandado pela delegada Sheyla Carvalho, e a conclusão da perícia. Através da oitiva de testemunhas, o MP vai averiguar se houve prática de dolo pelos integrantes da Defesa Civil quanto à distribuição dos donativos.

Por: Gazetaweb.com
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