quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Cinco meses após cheia, moradores de AL permanecem ilhados

Hoje faz cinco meses que a cheia dos rios Mundaú e Paraíba causou prejuízo na zona da mata de Alagoas. Povoados ficaram sem acesso, pontes desabaram e produtores rurais não tinham mais como escoar a produção. O tempo passou e pouca coisa foi feita para resolver os problemas. 

Em Santana do Mundaú, na zona da mata de Alagoas, a ponte provisória  "Ponte Nova" ainda é o principal acesso de agricultores da comunidade até o centro comercial do município. Estreita e de madeira, passar por ela só de moto ou a pé. No local da ponte original, ainda restam os escombros. 

A ponte foi arrastada durante a cheia do Mundaú, em junho. A cabeceira ficou pendurada, mesmo assim os moradores arrumaram alternativas para passar. Depois o local foi aterrado. Bastou chover para a água arrastar tudo de novo. Cinco meses após a cheia, o local está em obras. 

Depois da enchente, 58 pontes ficaram danificadas em Alagoas. Os recursos foram garantidos pelo programa de reconstrução do governo estadual para que o DER executasse as obras. O governo federal avisou que o dinheiro só pode ser investido até o dia 19 de dezembro, mas até agora apenas uma ponte ficou pronta e outras oito estão em reformas. Nas demais, nem sinal de obras. 

No município vizinho, União dos Palmares, o sol ajuda e a lama das estradas foi embora, mas os bancos de areia levados pelo rio dificultam a passagem dos agricultores.
Carros passam, mas com dificuldades. Os motociclistas tentam, mas os pneus deslizam na areia fofa. A ponte não apresenta riscos, mas as cabeceiras precisam de reformas. Elas foram aterradas depois da cheia de forma provisória. 

A situação de outra ponte, que liga os povoados de Serra da Ibira e Cavaco, é bem diferente. O riacho, agora seco, cobriu o local na época da enchente. A ponte ficou inclinada e com rachaduras. Trezentas famílias dependem dela para chegar à cidade. 

Nem estradas nem pontes. Na zona rural de União dos Palmares nenhuma obra foi feita depois das enchentes. “Nós entregamos, na semana passada, um relatório ao DER aqui do estado de Alagoas, mostrando a situação por meio de fotografias, para que tome medidas cabíveis. Se encontram aí pessoas ilhadas, pessoas com problemas. O agricultor está sendo penalizado em nossa região”, revela Cícero Costa, secretário de Agricultura de União dos Palmares. 

O DER informou que a recuperação das pontes em União dos Palmares deve começar em dezembro. Quanto às obras que estão em andamento em outros municípios, a previsão é que os trabalhos terminem em janeiro. 

A Secretaria de Infra-Estrutura de Alagoas vai pedir ao Tribunal de Contas da União, que prorrogue o prazo para a utilização do dinheiro liberado pelo Governo Federal para as obras no estado. 

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