segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Enchente: Santana do Mundaú terá dados revisados

Após PC achar donativos na casa de prefeito, promotor suspeita de outras irregularidades

Uma operação que, inicialmente, tinha o objetivo de coibir o crime eleitoral no município de Santana do Mundaú acabou revelando outros problemas, dessa vez relacionados à enchente que destruiu parte da cidade, deixando centenas de desabrigados. Ao entrarem na residência do prefeito Elói da Silva no último domingo, policiais se depararam com uma grande quantidade de donativos que deveriam ter sido destinados às vítimas da enchente. O fato chamou a atenção do Ministério Público, que pretende investigar, entre outras coisas, a veracidade do número de desabrigados no município e de casas destruídas, podendo, inclusive, afastar o prefeito da cidade.

“Estávamos procurando uma coisa e encontramos outra e diante de tudo o que vi até agora, eu não me surpreenderia se esse número tivesse sido inchado. Depois da operação, passou a existir uma suspeita de irregularidade muito grave no que diz repeito aos desabrigados. O Ministério Público não só vai rever os números, mas vamos averiguá-los caso a caso”, afirmou o promotor que acompanha as denúncias em Santana do Mundaú, Tácito Yuri.

Durante a operação deflagrada pela Polícia Civil, todos os documentos contábeis da prefeitura foram apreendidos e serão analisados. Também foram encontradas, durante a Operação Palmares, declarações da secretária de Assistência Social informando sobre a destruição de casas que não tinham sido atingidas. “Tiramos de lá umas dez caixas de documentos e com eles será possível encontrar outras irregularidades”, disse o promotor.

Para ele, até o próximo domingo (3), o trabalho estará voltado para coibir o crime eleitoral na cidade, tendo em vista as denúncias recebidas. Uma delas, inclusive, foi o que motivou a ação realizada no fim de semana. “Recebemos denúncia de que a prefeitura teria abastecido os veículos que participariam de uma carreata de um determinado candidato. Convocamos as pessoas responsáveis para obtermos explicação e não houve cooperação, as informações não condiziam”, afirmou Tácito Yuri.

Mandados de prisão foram expedidos e quatro pessoas continuam foragidas, sendo três secretários municipais e um empresário – dono do posto de combustíveis. Segundo o promotor, a conta paga mensalmente pela prefeitura no posto era emitida em apenas uma nota fiscal. “Isso pode ocultar toda e qualquer prática”, destaca o promotor.

FONTE: Tudo na Hora

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